quarta-feira, 1 de julho de 2026

CURSO ONLINE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA PRÁTICA

📚 Descrição do Curso – Deficiência Intelectual na Prática

O curso Deficiência Intelectual na Prática foi desenvolvido para professores, cuidadores, profissionais da educação e todos que desejam compreender e atuar de forma eficaz no processo de ensino e inclusão de alunos com deficiência intelectual.

Com uma abordagem objetiva e aplicada, você aprenderá não apenas os conceitos fundamentais, mas principalmente como agir na prática, lidando com os desafios reais da sala de aula e do cotidiano educacional. O curso apresenta estratégias pedagógicas, adaptações curriculares e metodologias inclusivas que tornam o aprendizado mais acessível, significativo e eficiente.

A formação aborda desde a compreensão da deficiência intelectual até o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais dos alunos, utilizando recursos didáticos, atividades adaptadas e práticas inclusivas. Estratégias como o uso de metodologias ativas e recursos lúdicos têm se mostrado fundamentais para potencializar a aprendizagem desses estudantes .

🎯 O que você vai aprender:
■O que é deficiência intelectual e suas características
■Como identificar necessidades educacionais específicas
■Estratégias práticas para inclusão em sala de aula
■Adaptação de atividades e avaliações
■Desenvolvimento da autonomia e aprendizagem do aluno
■Técnicas para melhorar o engajamento e participação

👩‍🏫 Para quem é este curso:
•Professores da educação básica
•Profissionais do AEE (Atendimento •Educacional Especializado)
•Estudantes de pedagogia e licenciaturas
•Pais e cuidadores
•Interessados em educação inclusiva

🚀 Diferencial:
Mais do que teoria, este curso foca no “como fazer”, oferecendo orientações claras, exemplos reais e soluções práticas para o dia a dia, ajudando você a promover uma educação verdadeiramente inclusiva.

https://hotmart.com/pt-br/club/luciano-dos-santos-de-jesus-1/deficiencia-intelectual-na-pratica/L105794379Y?off=put1m0xd

📜 Certificado de 120 horas – Validade Legal

Ao concluir o curso, você receberá um certificado com carga horária de 120 horas, válido em todo o território nacional.

Esse certificado é amparado pela Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), que reconhece a educação continuada como parte essencial da formação de profissionais da educação. Além disso, cursos livres como este são regulamentados pelo Decreto nº 5.154/2004, que trata da formação inicial e continuada.

Por se tratar de um curso de formação livre, o certificado pode ser utilizado para:

- Horas complementares em cursos superiores
- Enriquecimento do currículo profissional
- Progressão funcional (conforme critérios da instituição)
- Processos seletivos e concursos (quando aceito em edital)

Essa formação contribui diretamente para o aprimoramento profissional, especialmente na área da educação inclusiva, fortalecendo sua atuação prática e pedagógica.


Ou nesse link: 

https://hotmart.com/pt-br/club/luciano-dos-santos-de-jesus-1/deficiencia-intelectual-na-pratica/L105794379Y?off=put1m0xd

Curso Profissional de Apoio Escolar e Auxiliar de Classe

Profissional de Apoio Escolar 2026: Tudo o que Você Precisa para se Destacar no Mercado de Trabalho. 

Curso de acordo com o novo decreto Decreto nº 12.686/2025 e suas atualizações via Decreto nº 12.773/2025. 


Com o Curso de Profissional de Apoio Escolar 2026, obtenha um certificado gratuito reconhecido pelo MEC, com conteúdo programático autenticado e QR Code. Aprenda os fundamentos da Educação Inclusiva, Legislação e Políticas Públicas na Educação, Desenvolvimento e Aprendizagem do Aluno, Práticas Pedagógicas em Sala de Aula, e muito mais. Enriqueça seu currículo e destaque-se no mercado de trabalho com a certificação deste curso.

Acesse ao curso aqui: 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sertão Nordestino: uma sub-região promissora

"Muitos acham que conhece o Nordeste, o Sertão"(CASTRO, 1991).
São muitas informações e poucos conhecimentos!?

Antes de tudo, vamos assistir este vídeo.


Aspectos gerais do Sertão Nordestino

   O Sertão nordestino é uma região que sofre por problemas climáticos e socioeconômicos. O clima predominante é o semiárido, ele possui temperaturas elevadas durante todo o ano, apresenta períodos de chuvas irregulares com precipitação média de 500 a 900 milímetros anuais. Os longos períodos de estiagem juntamente com a escassez de recursos hídricos, vai deixar suas marcas negativas na vida da população.  


“Em alguns locais, metade da quantidade de chuvas de um ano pode cair em um único mês, ou ainda pode não haver chuva durante um ou mais anos.” (LUCCI, 2012, p. 141)

Pode-se observar então que o Sertão apresenta um dos menores índices de pluviosidade anual do país, mas vai se destacar como a região semiárida com maior índice pluviométrico. Esse clima sofre influencia de vários fenômenos climáticos como El Niño. Isso faz com que os sertanejos enfrentem longos períodos de estiagem.

   O fator climático é um dos principais problemas da população do Sertão nordestino. E a seca que constantemente assola a região, é traduzida para população em grandes prejuízos, tanto econômicos quanto sociais. A quase escassez dos recursos hídricos para a população, tem gerado diversas discussões, principalmente na visão dos políticos, os quais boa parte atrelam esses problemas ao meio natural.


Quando na verdade o que se percebe, e que esta região possui um sério problema de infraestrutura hídrica. A seca assola, fortemente o Sertão nordestino, mas geralmente é vista e/ou colocada de forma generalizada como um acontecimento de todo o Nordeste. O que acaba provocando uma certa distorção da informação. 
O relevo apresenta áreas de planaltos cristalinos de superfície aplainada, devido as ações da termoclastia ocorre quando uma superfície é aquecida e resfriada de forma repentina, ocasionando uma desagregação das rochas. Na figura 1, podemos observar o morro do Pai Inácio, situado na Chapada Diamantina, no estado da Bahia. A Chapada Diamantina funciona como uma barreira orográfica, esta que impede a passagem de ar úmido. Formado-se chuvas torrenciais ocasionadas pela retração da umidade, ao passo que as massas de ar tornam-se mais secas desse ponto em diante.

Figura 1: Morro do Pai Inácio
Chapada Diamantina - Bahia

A vegetação predominante no Sertão, é a caatinga com presença de plantas arbustivas e cactáceas que se adaptam facilmente as características climáticas e pedológicas. As arvores que formam o conjunto vegetal possuem a capacidade de armazenar água (mandacaru, umbuzeiro, xique-xique) e outras perdem as folhas durante o período da seca (juazeiro). A vegetação dessa região apresenta-se seca, praticamente morta, nos períodos de estiagens.  Como pode ser observado na figura 2. 


Figura 2: Caatinga em períodos de baixa umidade 
Irauçuba - Ceará

No entanto, basta começar as chuvas e tudo volta a ficar rapidamente verde, "vivo", revelando-se assim uma incrível adaptação da natureza, como pode ser observado na figura 3, a caatinga em período chuvoso.

Figura 3: Caatinga no período de chuvas
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Manari - Pernambuco

Mas esse bioma, está a cada vez mais sendo degradado e muitas especies vegetais e animais vem beirando a extinção. Percebe-se ainda um grande avanço do processo de desertificação, causado pelo uso irregular do sol, principalmente pelos grandes produtores agropecuários (agronegócio). Na figura 2, é possível verificar uma parte desse processo de degradação do solo, que é irreversível.


      Figura 2: Processo de desertificação no Sertão

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Processo de desertificação na caatinga 

    Quanto a Hidrografia, o Sertão possui cursos d'água intermitente, ou seja, secam em períodos de longa estiagem. O Rio São Francisco é o principal curso d’água do Nordeste Brasileiro, principalmente do Sertão. Este mesmo passa por um grande e ambicioso projeto de transposição, que tem gerado muitas dúvidas e críticas, sobre os objetivos e a forma de execução, principalmente 

   A maioria dos demais cursos d'água dessa região são intermitentes devido por não suportarem as grandes estiagens. O que acaba gerando um problema para a população local principalmente.  Um dos objetivos da transposição do São Francisco é alimentar alguns rios intermitentes.

     
* Saiba mais
Luiz Gonzaga é um dos primeiros a trazer algumas questões a respeito desta região em suas músicas, na música Asa Branca. Observe ao vídeo com bastante atenção:

Asa Branca - Luiz Gonzaga




   Ele traz para discussão os aspectos da seca em um região que quando assolada pela seca se torna difícil para sobrevivência, devido a isso a migração neste região tende a se intensificar, forçando assim a migração para outras regiões em que oferte melhores condições de vidas, empregos para que possa sustentar as si e em muitos casos a família.
   Outro aspecto importante nesta música, é a questão que quando chove no Sertão, mostrando assim, a grandes riquezas naturais da vegetação e pedológico.

O que foi a industria da seca?


   “Indústria da seca” é um termo utilizado para designar a estratégia de alguns políticos que aproveitam a tragédia da seca na região nordeste do Brasil para ganho próprio. O termo começou a ser usado na década de 60 por Antônio Callado que já denunciava no Correio da Manhã os problemas da região do semi-árido brasileiro.

   A seca é um fenômeno natural periódico que pode ser contornada com o monitoramento do regime de chuvas, implantação de técnicas próprias para regiões com escassez hídrica ou projetos de irrigação e açudes, além de outras alternativas. Estes últimos, porém, são frequentemente utilizados para encobrir desvios de verbas em projetos superfaturados ou em troca de favores políticos.

  Os políticos utilizam da calamidades para conseguir mais verbas, incentivos fiscais, concessões de crédito e perdão de dívidas valendo-se da propaganda de que o povo está morrendo de fome. Enquanto isso, o pouco dos recursos que realmente são empregados na construção de açudes e projetos de irrigação, torna-se inútil quando estes são construídos em propriedades privadas de grandes latifundiários que os usam para fortalecer seu poder ou então, quando por falta de planejamento adequado, se tornam imensas obras ineficazes.

   [Assista ao vídeo produzido pela Rede Record de Televisão, no programa Repórter Record, o qual traz importantes investigações sobre a Industria da seca e importante reflexões para compreensão sobre a seca no Nordeste, especificamente do Sertão nordestino]


Indústria da Seca




A economia no Sertão nordestino


   A pecuária bovina é a principal atividade econômica do Sertão, em geral praticada de forma extensiva em grandes latifúndios e também nas "pequenas" propriedades, onde o rebanho é reduzido. Além da bovinocultura, destaca-se também a criação de caprinos, por serem mais resistentes as condições climáticas locais. Atividade essa que sofre diretamente os impactos das condições climáticas, sobretudo na época das estiagens.

   A agricultura predominante no Sertão é a de subsistência, com destaque para a produção de feijão, mandioca, milho, arroz, principalmente em áreas de brejos.

   Entre as lavouras comerciais, destacam-se a cultura do algodão arbóreo, destinado principalmente às indústrias e a da soja irrigada (no oeste da Bahia), cuja produção, atende principalmente ao mercado internacional.


   A indústria têxtil é um dos principais carros chefes do setor industrial do Sertão Nordestino, além disso esta Região é responsável pela produção de mais de 15,6% de  todo o país. No Nordeste, os estados mais representativos na indústria têxtil em 2011, são o Ceará (5,34%), Bahia (2,78%), Rio Grande do Norte (2,20%) e Paraíba (2,17%) e Pernambuco (1,33%).

   No Sertão ainda subsistem produtos extrativistas e de cultivos localizados, como caróa, piaçava, e sisal para produtos de fibras; maniçoba e mangabeira para produto de goma, oiticica para produtos de, carnaúba para produtos de cera.

   A fruticultura mais importante no Sertão é o caju, sobretudo no Ceará e Rio Grande do Norte. Nas últimas décadas, vem sendo implantados com sucesso, alguns projetos agropecuários que estão se destacando pela fruticultura irrigada com produção intensa de melões, mamão, cítricos e uvas, entre outros.

   Esses projetos são ainda exceção nem vale marcado, no geral, pela estagnação econômica, pela miséria e abandono da maior parte da população.

   Como essa região ainda não ingressou em um processo de mecanização e modernização efetiva do campo, a pecuária é desenvolvida de forma tradicional ou extensiva, isso quer dizer que os animais são criados em extensas áreas, no caso dos latifúndios, sem maiores cuidados e se alimentam quase sempre de pastagens nativas e não cultivadas, diante disso a produtividade é baixa. Depois da criação de gado, a principal é a produção de caprinos, animais de pequeno porte que resistem às condições mais adversas impostas pelo clima, devido a esse fator o Nordeste detém o maior rebanho dessa espécie no Brasil, com aproximadamente 9 milhões de animais.

   Alguns lugares do Sertão nordestino, como as encostas das serras e os vales fluviais, detêm certa umidade que proporciona condições que permitem o desenvolvimento da atividade agrícola, tais como o cultivo de culturas como milho, feijão, arroz e mandioca, além do cultivo de lavouras com fins comerciais como o algodão arbóreo e a soja no oeste da Bahia, ambas com produção destinada ao mercado externo.


Verifique seus conhecimentos. Responda ao questionário!


Fontes: 

Mundo Educação
Brasil Escola
FOLHA UOL



Referências:

Fotos da Caatinga. Imagens da vegetação. Dísponivel em http://fatosefotosdacaatinga.blogspot.com.br/2015/02/consumo-do-fruto-do-xiquexique-pelos.html. Acessado em 12 de outubro de 2017.FRANCISCO, Wagner de Cerqueria e. "Sub-regiões do Nordeste "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/as-subregioes-nordeste.htm>. Acesso em 20 de novembro de 2017.
AUDACES. História da Indústria Têxtil no Brasil. Disponível em: <http://www.audaces.com/historia-da-producao-textil-no-brasil-parte-i/http://www.audaces.com/historia-da-producao-textil-no-brasil-parte-i/> . Acessado em 21 de novembro de 2017.BANCO DO NORDESTE (BNB). Análise retrospectiva e prospectiva do setor têxtil no brasil e no Nordeste. Disponível em <https://bnb.gov.br/documents/88765/89729/iis_ano8_n03_2014_textil.pdf/d9c9bcdc-38ac-4991-bf84-d25669d9c818>. Acessado em 22 de novembro de 2017.

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